
*Texto escrito em 01 de abril de 2018
Nada menos do que dois milhões de palestinos vivem na Faixa de Gaza. A região atualmente tem forte presença do grupo Hamas, lembrando que o partido Fatah domina a Cisjordânia.
Em época de Páscoa (ou Pessach, a Páscoa judaica), a morte de 15 palestinos por soldados de Israel na Faixa de Gaza no dia 30 de março último é a expressão de um conflito histórico ainda sem definição. Noticia-se mais de mil feridos, dentre os quais dezenas de pessoas com menos de 18 anos.
Turquia e Irã saíram em defesa dos palestinos. Os Estados Unidos, até aqui, bloquearam o pedido de investigação dos fatos. O Egito está ao lado de Israel: ambos, vale lembrar, são as fronteiras de Gaza.
A notícia dá conta de que os palestinos, aos milhares, exerciam pura e simplesmente o seu direito ao protesto, denominado “a grande marcha de retorno” na Faixa de Gaza.
Direito ao protesto é o exercício de manifestação democrático. Nas razões do recente protesto, o forte bloqueio econômico e as restrições impostas ao território há mais de uma década.
O legítimo protesto dos palestinos da Faixa de Gaza propiciado pelo comando do Hamas tem previsão de seis semanas.
Desde o último confronto aberto em 2014 a violência não atingia este nível, ocasião em que o Estado de Israel enfrentou o grupo Hamas, que desde 2007 tem predomínio e hegemonia na Faixa de Gaza.
Aceitará a comunidade internacional esse ataque ofensivo à democracia e aos direitos humanos?
Onde está a prova de que a “soberania” de Israel teria sido “ameaçada” para justificar esta agressão, com direito a uso de armas letais? Certamente que arremesso de pedras, queima de pneus ou mesmo túneis de um povo “toupeira” sem Estado e sem-saída estão muito longe disso, não?
Sem política internacional que dê conta do problema, resta a guerra. E uma guerra desigual. Um Estado comandando por um presidente ultranacionalista contra um determinado povo. A história mostra que, quando o interesse na “terra” vem antes das “pessoas”, tudo pode piorar. Sabe-se qual é a resposta do desespero para a violência. Mais violência.
Onde ficou o lema de Liberdade, Justiça e Paz da declaração de independência de Israel desde 1948?
Por que Israel parece ser um Estado que, na crítica implícita do Papa Francisco, não respeita nem os indefesos?
Por que Israel parece ser um Estado que, na crítica implícita do Papa Francisco, não respeita nem os indefesos?
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